Marketing e o Outubro Rosa

De primeiro momento, é importante entender que o marketing social é um dos ramos do marketing, no qual não vislumbra os valores mercadológicos, e sim os valores sociais que estão ligados com o intimo da pessoa, esses valores geralmente estão voltados a apelos da coletividade, como a sustentabilidade, o consumo consciente, a prevenção de doenças e outros projetos que levam em consideração a saúde e o bem-estar social.

Para que o marketing social seja bem-sucedido, a consequência deve respaldar-se nos pensamentos, nos comportamentos e hábitos das pessoas de um modo natural, por este fato, é indispensável a responsabilidade estratégica para que o projeto ou os patrocinadores do mesmo não obtenham efeitos contrários, principalmente tratando-se de temas delicados, como a depressão e semelhantes.

Realizado tais considerações, é importante traçar a diferença de marketing social e marketing comercial, no qual o primeiro é a intimidade da empresa com a causa que está demonstrando para o seu público, com a finalidade de construir uma imagem e de realmente transformar seus consumidores naquilo que está sendo exposto, seja em relação a auto estima, no consumo ou até mesmo na empatia para com outros indivíduos, fazendo de modo gradual,  a construção de uma imagem à marca visa o desenvolvimento humano em determinada atividade. Por outro lado, o segundo é meramente a venda de produtos, e não possui aproximação com a causa trabalhada pela empresa, por este motivo, rotular causas à sua empresa sem verdadeiras pretensões de mudanças sociais irá causa efeitos negativos, pois, dificilmente os consumidores confiaram na marca e no produto após revelações de falsificação moral.

Alguns exemplos notáveis de estratégias bem delimitadas e que possuem grande êxito é a campanha da criança esperança, Mc Dia Feliz, Pedigree- adotar é tudo de bom e dentre outros.

No que tange ao elencado acima e o outubro rosa, é nítido uma problemática na eficácia do marketing social, uma vez que com as inovações tecnológicas e a criação de conteúdo em massa, as criatividades em torno dos projetos e patrocínios estão cada vez mais limitados, pois, podemos perceber apenas a mudança de cores, a inserção de símbolos ou frases que causam leves impactos nos leitores, fazendo com que os efeitos das campanhas sejam repetitivos e até cansativos, possuindo efeitos contrários a conscientização do diagnóstico precoce e atratividade.

Esta problemática é de suma relevância, tendo em vista que aproximadamente “ 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019, com risco estimado de 56 casos a cada 100 mil mulheres, segundo o site do instituto nacional de câncer”, tal número é altamente assustador, ao passo que o câncer de mama tem a possibilidade de cura em cerca de 95% dos casos com o diagnóstico precoce.

Um diagnóstico prematuro que evita a agressividade intensa do tratamento e acarreta na cura do câncer, ocorre de três formas, a primeira  delas é o exame clínico realizado por um ginecologista em mulheres de 40 (quarenta) anos ou mais, o segundo é o rastreamento mamo gráfico, sendo a mamografia que deve ser realizado nas mulheres de mesma idade da primeira forma citada e, por fim a terceira, no qual é denominada de autoexame, sendo o simples conhecimento corporal da própria mulher, que deve ser efetuado mensalmente após o período menstrual.

Conclui-se no presente momento que o marketing social bem planejado pode salvar vidas, no caso do outubro rosa, além de salvar vidas de mulheres ele pode evitar os sofrimentos causados nos tratamentos agressivos, ou em alguns casos, diminuir tormentos de pacientes e familiares com ações recreativas e empáticas.

 

 

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